sexta-feira, 3 de julho de 2026

Estou de volta, FI-NAL-MEN-TE! (Parte 2 e final)

Olá, queridos leitores! ❤

Nos dias seguintes, à medida que a rotina se foi instalando novamente, a nossa vida mudou. Aquilo que antes tomávamos como garantido deixou de o ser. Os telefonemas que chegavam e atendíamos num milésimo de segundo, as mensagens que recebíamos pelo WhatsApp e às quais respondíamos quase de imediato, simplesmente deixaram de chegar. Ou então chegavam apenas quando conseguíamos ir para algum sítio com rede, e eram só notificações a cair…

Os geradores passaram a controlar as nossas vidas. Queres manter o que tens no frigorífico em condições de consumo? Gerador. Queres fazer comida num fogão elétrico? Gerador. Queres secar o cabelo? Gerador. Queres carregar as powerbanks? Gerador. Mas, Marta, para que queres as powerbanks? Para carregar os telemóveis (saber, mais ou menos, as horas é importante), carregar os candeeiros USB que temos em casa (para conseguirmos ver o que andamos a fazer e, já agora, onde anda a minha filha).

Não me lembrava da última vez que lavei o cabelo com um púcaro, usando água morna retirada de um tacho, mas posso dizer que já o fiz. Nunca tinha tentado fazer torradas numa frigideira, mas tenho de admitir que ficaram melhores do que na torradeira. 🙊

E notícias? E saber, afinal, que estradas estavam cortadas? Bendito o rádio a pilhas cá de casa! Foi durante muito tempo através dele que soubemos o que se passava à nossa volta. E devo dizer, já agora, que demoraram tempo demais a declarar o estado de calamidade nesta situação… Dei por mim, literalmente, a gritar para o rádio: “MAS ESTÃO À ESPERA DE QUÊ???” Mas isso são outros quinhentos…

Já agora… alguém se lembra da data em que tudo voltou à normalidade? A data da tempestade nunca irei esquecer (28/01/2026). O som do vento ainda nos provoca medo (pelo menos enquanto nos lembrarmos dele). A data em que o Wi-Fi voltou a casa (03/06/2026). Mas a data em que tudo voltou ao que era… essa não é a mesma para toda a gente. E não sei se, para alguns, esse dia alguma vez irá chegar… 💔


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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Estou de volta, FI-NAL-MEN-TE! (Parte 1)

 Olá queridos leitores! Tiveram saudades minhas? 😂

Por onde começar? Se moras em Leiria, sabes bem a dimensão da tempestade que aconteceu no final de janeiro. Para quem não sabe, bem… digamos que, às 4h da manhã, o vento parecia estar a lutar comigo dentro de casa. Queria abrir a porta do quarto e não conseguia. Ouviam-se as janelas a tremer e objetos a voar lá fora. O meu carro tinha ficado encostado à garagem durante toda a noite. Pensei que não ia ter carro de manhã. Felizmente, quando o vi, não tinha um único arranhão. Apenas estava quase sem combustível…

A nossa filha acordou com o barulho do vento. Fomos buscá-la e colocámo-la na nossa cama. Depois, fizemos uma espécie de “escudo”, virados de costas para a janela do quarto: primeiro a menina, depois eu, a seguir ele e, por fim, a cadeira da secretária a proteger as nossas cabeças, caso a janela se partisse com a força do vento. Felizmente, ninguém se magoou. Algumas telhas da casa soltaram-se, mas foram rapidamente repostas.

Quando, de manhã, tentei sair para trabalhar, não havia rede nem internet. As duas estradas que conhecia para chegar ao trabalho estavam bloqueadas por árvores caídas. Havia cabos espalhados pelo chão. Quase entalei uma roda do carro num deles. Também havia pedaços de isolamento e tijolos espalhados por todo o lado. Quando, à hora de almoço, começaram finalmente a abrir as estradas, tentei ir ver como estava a minha mãe. As árvores estavam cortadas ao meio. Parecia, literalmente, que um gigante tinha passado a noite inteira a derrubá-las.

No dia seguinte, eu estava a trabalhar com a ajuda de geradores. Já ele não, porque a fábrica ficou sem eletricidade. Felizmente, não sofreu grandes danos e conseguiu manter o trabalho. A nossa filha ficou sem ir à creche durante alguns dias. O edifício tinha ficado sem parte do telhado e as salas estavam inundadas.

Nas duas semanas seguintes à tempestade, comecei a trabalhar no turno da noite. Como trabalho num supermercado por turnos, tive de me adaptar. A estrada que normalmente utilizo ficou debaixo de água. Não dava para passar. Não havia GPS nem rede na maior parte dos sítios. Liguei para o trabalho e disseram-me para seguir por outro caminho.

Decidi voltar para casa e pedir ajuda ao meu namorado. Foi ele quem me levou ao trabalho. Mas não sem antes começar a chover torrencialmente. Não sem antes eu ter quase um acidente. Não sem antes gritar a plenos pulmões dentro do carro, convencida de que ia morrer ali e que ninguém me conseguiria encontrar ou socorrer devido a tudo o que estava a acontecer. Não sem antes ele me tentar ligar para saber de mim, enquanto eu gritava e ele não conseguia perceber o que eu dizia. E não sem antes chorar durante todo o caminho até ao trabalho, desejando estar em casa com a nossa filha de dois anos e com ele, sem sair até tudo passar.

Mas isso não aconteceu.

Fui trabalhar nesse dia e nos dias seguintes. Não sem chorar. Não sem sentir medo. Não sem sofrer um bocadinho todos os dias.

Até ao próximo post! ❤️


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Até a minha obra morrer

 És o livro que palpita e morre nas minhas mãos. A tua paixão sublime que me faz sentir o belo nas veias e desmaiar de seguida. O teu kosmos deu lugar ao caos e assim me deixaste. Em vez de te conteres e trabalhares comigo mais uns nove anos para limar as arestas e dar estrutura ao edifício em que vivíamos, apenas te foste. E agora trabalho sozinha numa linha ténue entre o controlo e a loucura, onde a arte toma lugar na minha vida. Páginas e páginas, é tudo o que te deixo, para que lembres o que já a ti te esqueceu. Sente a emoção do amor que sempre te deixei em vários cantos do país pelas minhas palavras que hoje não são nada senão meras lágrimas. Esta é a página mil trezentos sessenta e quatro do livro que escrevemos juntos e que eu agora continuo sozinha. E em todas as que o vazio permanecer, escreverei que te amo amor, até a minha obra morrer.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Resoluções de Ano Novo 2026


 Este ano, será o meu ano! Ou assim espero que seja! Este ano quero dedicar-me a mim e às minhas conquistas e por isso o plano é este:

- Estudar Gestão de Projetos 

- Treinar 2x por semana

- Ler 12 livros (ou 10 páginas por dia)

- Beber 1,5L de água por dia

Mas a verdade é que já estou a falhar e é dia 5 de Janeiro, mas não importa. O importante é ir fazendo, criar hábitos e tentar ser melhor todos os dias, mesmo que falhe uma vez ou outra… 

Tenho sido consistente no estudo, os treinos pararam devido a uma gripe de caixão à cova; o livro do momento é Os Primeiros da sua Erade Iolanda R. Santos, e beber água…é o pior de todos que ainda não cumpri um único dia… 😅

E vocês? Também fazem estas resoluções de inicio do ano? Todos os meses venho aqui fazer um refresh daquilo que tenho feito e se tenho conseguido fazer tudo o que aqui escrevi, fica atento! 

Outra coisa que quero ver se a meio do ano faço, é dar vida ao meu canal de YouTube que tem estado super paradinho! Tem as suas razões para isso, mas depois explico tudo num vídeo! 

Até ao próximo post! 😉

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Olá e até 2026

Olá queridos leitores, tenho estado desaparecida por aqui não é verdade? 😅 

O problema é que assim que acabei de ler A Biblioteca da Meia-Noite nunca mais li mais nada. E por isso não tenho vindo aqui escrever-vos. Não é só esse o problema, o problema é que tenho andado cansada na minha rotina. O mês de Novembro foi o mês de formações no trabalho, de a miúda ter ficado doente 3x para ajudar, muitas horas na estrada e ânimo zero para vir aqui e trabalhar neste meu cantinho com isto tudo a acontecer…

Talvez 2026 seja um ano mais consistente do que este foi… veremos!

Para já deixo-vos algumas fotografias nossas deste ano atribulado e até ao próximo ano! Não devo vir aqui muito brevemente 😅



sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Curiosidades Fascinantes sobre Dan Brown que talvez não conheças

Curiosidades de Dan Brown

Quando falamos de thrillers eletrizantes que misturam história, arte, religião e ciência, o nome Dan Brown vem imediatamente à mente. O autor de best-sellers como O Código Da Vinci e Anjos e Demónios já vendeu mais de 200 milhões de cópias em todo o mundo e continua a intrigar leitores com mistérios que parecem ganhar vida. Mas, para além dos enigmas das suas obras, a vida de Dan Brown também guarda curiosidades surpreendentes. 

1. Um passado ligado à música

Antes de se tornar escritor, Dan Brown sonhava com uma carreira na música. Chegou a lançar álbuns e a ensinar piano. Está ligação à arte ajudou-o mais tarde a criar a atmosfera simbólica e rítmica que caracteriza os seus livros.

2. O segredo da sua disciplina

Dan Brown é conhecido pela sua rotina quase militar de escrita: acorda às 4 da manhã e escreve durante várias horas, interrompendo o trabalho apenas para fazer exercício. Chega mesmo a escrever de cabeça para baixo num trapézio para estimular a criatividade. 

3. A influência da infância 

Cresceu numa casa onde a religião e a ciência conviviam lado a lado. O pai era professor de matemática e a mãe, organista da igreja. Essa dualidade inspirou os temas centrais das suas obras, onde fé e razão estão sempre em confronto. 

4. Mistérios reais nas suas histórias 

Brown passa meses em pesquisa para cada livro, explorando bibliotecas, arquivos e locais históricos. Muitas das teorias e símbolos presentes nas suas narrativas têm base em factos reais, o que faz os leitores questionarem o que é realidade e o que é ficção. 

5. Uma vida discreta

Apesar do sucesso mundial, Dan Brown mantém um estilo de vida reservado. Vive numa propriedade tranquila em New Hampshire, onde encontra a serenidade necessária para continuar a escrever os seus enigmas literários. 

As histórias de Dan Brown não são apenas fruto da imaginação, mas também de uma vida recheada de influências, disciplina e curiosidades únicas. É essa combinação que o torna um dos autores mais lidos e debatidos do nosso tempo. 

Estou de volta, FI-NAL-MEN-TE! (Parte 2 e final)

Olá, queridos leitores! ❤ Nos dias seguintes, à medida que a rotina se foi instalando novamente, a nossa vida mudou. Aquilo que antes tomáva...