terça-feira, 17 de dezembro de 2024

O violino do amor

 

violino a preto e branco

Ultimamente rimas com tudo e com nada. Cada palavra pronunciada pela tua voz tem o intuito de rimar com as minhas. Não só a nível sintático, mas também rítmico. Achas piada a esse jogo e pensas que para ser poeta os versos têm que rimar. Como se o poema fosse melodia e competes contigo mesmo. Quem diria que prefiro versos soltos que dizem tudo a versos rítmicos que não dizem nada… Melodia é quando os teus lábios tocam nos meus, e escreves os melhores versos sem fala ou escrita. Tens o ritmo no toque e não o sabes. Produzes todas as notas musicais nos meus lábios e no meu corpo como se fosses artista e eu sou o teu violino. Agarras em mim e tocas a peça “inverno” de Vivaldi com a desculpa que temos de nos aquecer. Envolvo-me nos teus braços, beijo os teus lábios, fazes-me declamar a mais bela poesia com a ponta dos teus dedos. Afinal és mais que poeta, és artista. 

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