Parecia tudo tão simples, a tua mão na minha, a minha mão na tua, o sorriso rasgado e a meia lua. Mas, o complexo tomou lugar. A tua mão não cabe mais na minha e a minha mão não cabe mais na tua. O que encaixava antes, não encaixa mais. As peças são as mesmas e ainda assim (des)iguais. A ilusão levou a melhor de mim. Disseste que te ia ver em todos os homens que passam por mim. Pedi que te calasses. Afinal não precisaria de ver noutros o que vejo em ti, tendo-te aqui ao pé de mim. O teu olhar vago, as tuas palavras vazias, quanto mais falas mais me paralisas. Não dizes o que queres dizer, não fazes o que queres fazer. És um peso morto que não sabe onde aterrar. Escolhes o meu peito como porto de abrigo. Eu escolho o copo de vinho. Sem álcool seria demasiado complexo e tu sabes que gosto de coisas simples. O fim do dia à beira-mar, uma noite com os amigos, a carta que demora a chegar…
Um blog literário e criativo com foco na escrita, na leitura e na transformação pessoal.
segunda-feira, 19 de agosto de 2024
(Des)iguais
Parecia tudo tão simples, a tua mão na minha, a minha mão na tua, o sorriso rasgado e a meia lua. Mas, o complexo tomou lugar. A tua mão não cabe mais na minha e a minha mão não cabe mais na tua. O que encaixava antes, não encaixa mais. As peças são as mesmas e ainda assim (des)iguais. A ilusão levou a melhor de mim. Disseste que te ia ver em todos os homens que passam por mim. Pedi que te calasses. Afinal não precisaria de ver noutros o que vejo em ti, tendo-te aqui ao pé de mim. O teu olhar vago, as tuas palavras vazias, quanto mais falas mais me paralisas. Não dizes o que queres dizer, não fazes o que queres fazer. És um peso morto que não sabe onde aterrar. Escolhes o meu peito como porto de abrigo. Eu escolho o copo de vinho. Sem álcool seria demasiado complexo e tu sabes que gosto de coisas simples. O fim do dia à beira-mar, uma noite com os amigos, a carta que demora a chegar…
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